Baseada
em informação recebida da comunidade por meio do sistema Disque Denúncia (3346-2250), a
Polícia Militar prendeu no início da tarde de ontem (14), em Parauapebas,
Raimundo Lopes da Silva, 55 anos, vigia de uma escola municipal, acusado de
contratar um pistoleiro para se vingar da morte do filho Fagno Pereira da
Silva, 29 anos, que foi assassinado com aproximadamente 4 tiros de revólver, no
momento em que a vítima pilotava uma moto, sentido cidade-shopping, no dia 9 de
maio deste ano.
Em
declarações prestadas à reportagem, o subcomandante do 23º Batalhão de Polícia
Militar em Parauapebas, major Benedito Sabbá, explica que as informações
referentes à suposta contratação de pistoleiro pelo vigia chegaram ao Disque Denúncia
na última terça-feira (11).
Na
denúncia, o informante relatou que Raimundo Lopes da Silva estaria contratando
um homem conhecido por Júnior, residente no Bairro Cidade Jardim, por R$ 20
mil, para matar Wesley, proprietário de uma casa noturna, acusado de ter assassinado
Fagno Pereira da Silva, filho do vigilante.
“De
posse da denúncia feita ao Disque Denúncia, investigamos o caso e no início da
tarde de sexta-feira (15) uma guarnição da PM, composta pelo sargento
Saturnino e soldado Alencar, foi até a residência do suspeito e deteve o mesmo,
que foi encaminhado para a delegacia”, detalha o major.
De
acordo ainda com o subcomandante do 23º BPM, no momento da abordagem do
vigilante, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, com quatro balas
intactas e a quantia de R$ 2.500 em espécie.
“O
acusado chegou a oferecer quatro mil reais aos policiais para ser liberado,
prometendo adiantar os dois mil e quinhentos reais encontrados em seu poder e
depois passaria o restante, mas se deu mal, pois foi preso e encaminhado à
Polícia Civil”, frisa o major Sabbá.
Nas
investigações, a polícia disse ter chegado à conclusão que Raimundo Lopes não
estaria contratando Júnior para executar o proprietário da boate, mas ele
próprio, o vigia, iria se vingar da morte do filho Fagno Pereira.
À
reportagem, o acusado negou que estivesse planejamento contratar pistoleiro
para vingar a morte do filho e que também não tinha a intenção de ele mesmo
matar o assassino da vítima, “até porque nunca roubei e nem matei ninguém”.
Sobre
a arma encontrada em seu poder, Raimundo Lopes respondeu que a mesma pertencia
a um filho dele que viajara para Ourilândia do Norte e deixara o revólver na
casa do pai. Com relação à tentativa de suborno dos policiais, informou que só
tomou a decisão de oferecer dinheiro à polícia para se livrar da prisão por
falta de experiência.
Fonte: Blog do Vela Preta


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